AutorOsvaldo Novais

Home/Artigos Publicados por Osvaldo Novais

Exposição Coletiva em Madrid

Por Patricia Figueiredo

Santana Art Gallery dirigida pelo artista  Miguel Angel Marrero Santana foi criada com a intenção de proporcionar um Um espaço de encontro intercultural, que aposta na liberdade de expressão, ajudando a transformar e elevar a essência do ser humano.

Em cartaz nesse mês a Exposição “Miradas Creativas” até 20 de outubro, em Paseo de la Castellana, 190, Madrid , onde nossa colunista Patricia Figueiredo estará expondo.

Se estiver em Madrid, vale a visita!

Leia Mais

Uma semana com o Paulo

Por Paulo Oliveira

Sete dias com o Paulo, conhecendo os encantos e recantos deste jardim à beira-mar plantado, os melhores poisos de gastronomia, tradicional e contemporânea…

2.5000km de viagem, desfrutando do melhor de Portugal, vivenciando experiências únicas, partilhando emoções, criando afetos.

1⁰ dia: Cidade do Porto. Programa: Tour pela Cidade, Zona Ribeirinha, locais emblemáticos. Cidade de Gaia: suas praias, caves do vinho do Porto;

2 dia: Viagem ao Douro. Patrimônio Mundial da Humanidade, terra do Vinho do Porto e a mais antiga região vitivinículoa do mundo. Programa: Porto/Douro vinhateiros (Carrazeda de Ansiães – Parambos, Alijó, Pinhão (passeio de barco), Estrada 222/Porto (inclui almoço, provas de azeite, visita a quintas com provas de vinho do Porto e de mesa);

3o dia: Viagem ao Minho: região do vinho verde. Programa: Porto/Braga (Bom Jesus)/ Gerês/Porto;

4o dia: VIagem pelo Oeste (Costa ocidental de Portugal): Programa: Porto/Aveiro (a Veneza portuguesa)/Nazaré/Óbidos/Lisboa;

5o dia: Viagem ao Santuário de Fátima ou viagem a Évora e um pouco de Alentejo: terra de vinho e boa mesa. Programa: Lisboa/Fátima/Lisboa; ou Lisboa/Évora/Estremoz/Redondo/Monsaraz/Lisboa;

6o dia; Viagem a Setúbal e à  beleza da Serra da Arrábida: Programa: Lisboa/Setúbal/Serra da Arrábida/Azeitão/Sesimbra/Meco/Lisboa;

7o dia: Cidade de Lisboa, Cascais e Sintra. Programa: (tour pela cidade, parque das Nações, Baixa Pombalina, miradouros da cidade)/Sintra/Cabo da Roca/Cascais/Lisboa.

 

Leia Mais

Readymade você sabe o que é?

Por Patricia Figueiredo

Ator, pintor, diretor de cinema, poeta, escultor, bibliotecário, roteirista, e exímio jogador de xadrez ….com vocês : Marcel Duchamp. Nascido no dia 28 de Julho de 1887, esse fantástico artista, foi criado na Normandia, em uma família de artistas. Seu pai era prefeito de Blainville e sua mãe uma pintora que retratava o interior da França, através de paisagens. O tempo da família, incluindo Duchamp e mais seis irmãos, era gasto jogando xadrez, lendo, pintando e tocando música. Uma das primeiras obras de arte de Marcel, Landscape at Blainville, pintada aos quinze anos, refletia o amor de sua família por Claude Monet.  Seus dois irmãos mais velhos, foram estudar pintura em Paris, e em 1904, Duchamp se juntou a eles na cidade luz para também estudar pintura na Académie Julian. Seus primeiros desenhos evidenciam seu interesse contínuo por trocadilhos visuais e verbais. Paris, no início dos anos 1900, era o lugar ideal para Duchamp se familiarizar com as tendências modernas da pintura. Duchamp estudou o fauvismo, o cubismo e o impressionismo e foi cativado por novas abordagens de cor e estrutura. Ele se relacionava acima de tudo com a noção cubista de reordenar a realidade, em vez de simplesmente representá-la. No início de sua carreira, Duchamp desenvolveu um gosto pelo fascínio misterioso do tema simbolista, como a mulher em sua obra femme fatale. Esse profundo interesse pelos temas e exploração da identidade sexual e do desejo levaria Duchamp ao dadaísmo e ao surrealismo. Em 1911, Marcel Duchamp, então com 25 anos, conheceu Francis Picabia e assistiu com ele e Guillaume Apollinaire uma adaptação teatral de Impressions d’Afrique. Essa experiência, e os enredos e trocadilhos inventivos de Roussel em particular, causaram uma profunda impressão em Duchamp. Ele observou que, pela primeira vez, ele “sentiu que, como pintor, era muito melhor ser influenciado por um escritor do que por outro pintor”. Essa descoberta o possibilitou de buscar novos horizontes entre gêneros diferentes. Essa experiência, levou o artista a desenvolver uma abordagem eclética da arte.

Poucos artistas podem se orgulhar de ter mudado o curso da história da arte da maneira que esse artista extraordinário fez. Ao desafiar a própria noção do que é arte, seus primeiros “readymades” (Cunhado por Duchamp, o termo “readymade” veio designar objetos cotidianos produzidos em massa, retirados de seu contexto habitual e promovidos ao status de obras de arte pela mera escolha do artista. Um ato performativo, tanto quanto uma categoria estilística, o readymade tinha implicações de longo alcance para o que pode legitimamente ser considerado um objeto de arte.) enviaram ondas de choque através do mundo da arte que ainda podem ser sentidas hoje. A preocupação constante de Duchamp com os mecanismos do desejo e da sexualidade humana, bem como com sua predileção por jogos de palavras, alinha seu trabalho com o dos surrealistas, embora ele tenha se recusado a se afiliar a qualquer movimento artístico específico em si. Em sua insistência de que a arte deveria ser dirigida por idéias acima de tudo, Duchamp é geralmente considerado o pai da arte conceitual. Ele permaneceu comprometido, no entanto, com o estudo da perspectiva e da ótica que sustentam suas experiências com dispositivos cinéticos, refletindo uma preocupação constante com a representação do movimento e das máquinas comuns aos artistas futuristas e surrealistas da época.  Sua pintura, Nude Descending A Staircase, ilustram esse interesse pelo maquinário e sua conexão com o movimento do corpo através do espaço, implícito no modernismo inicial. Duchamp acreditava que a arte deveria ser uma expressão da mente, e não do olho ou da mão. Ele inaugurou uma nova era resumida pela afirmação de Joseph Kosuth de que “toda arte (depois de Duchamp) é conceitual (na natureza) porque a arte só existe conceitualmente”.

A crítica radical de Duchamp às instituições de arte fez dele uma figura cultuada por gerações de artistas que, como ele, se recusaram a seguir o caminho de uma carreira artística comum. Embora seu trabalho tenha sido admirado por seu amplo uso de materiais artísticos e mídias, é o impulso teórico da sua produção eclética, que impactou os movimentos de vanguarda do século XX e artistas individuais que reconheceram abertamente sua influência.

Seu horror pela repetição, explica o número relativamente pequeno de obras que Duchamp produziu em toda sua carreira.

Em 1915, Duchamp imigrou para Nova York ( onde acabou falecendo anos mais tarde em 2 de outubro de 1968), concebeu e fabricou vários readymades que foram projetados para mostrar o absurdo da canonização da prática artística de vanguarda. O mais notório dos readymades, Fountain foi submetido à Sociedade de Artistas Independentes de 1917 sob o pseudônimo R. Mutt. O R inicial representava Richard, gíria francesa para “sacolas de dinheiro”, enquanto Mutt se referia à JL Mott Ironworks, a empresa sediada em Nova York, que fabricava o mictório de porcelana. Depois que o trabalho foi rejeitado pela Sociedade, alegando que era imoral, os críticos que o defenderam contestaram esta afirmação, argumentando que um objeto foi investido com um novo significado quando selecionado por um artista para exibição. Testando os limites do que constitui uma obra de arte, Fountain estabeleceu novos fundamentos. O que começou como uma brincadeira elaborada projetada para zombar da arte de vanguarda americana, provou ser uma das obras de arte mais influentes do século XX. O que ele nos deixa de mais importante é a capacidade da crença em algo além do que se pode ver. Além do convencional. Dizia que gostava da palavra crer. Porque em geral,  ele dizia “quando alguém diz eu sei, não sabe, acredita.” Duchamp acreditava que a Arte era a única forma de atividade pela qual o homem se manifestava como indivíduo. Achava que só pela arte podia  superar o estado animal, porque a arte desembocava em regiões que nem o tempo nem o espaço dominam. ‘Viver é crer — ao menos é isto que eu creio” (Marcel Duchamp).

Até a próxima

Leia Mais

Editorial | Nosso desafio: construir pontes

Estamos desde dezembro do ano passado trazendo novidades para o nosso Portal. Sempre tivemos assuntos para conversar sobre o Brasil e Portugal. Mas queremos reforçar essa ideia, pois esse é o nosso lugar: estarmos entre essas duas culturas que se complementam, que se formam mutuamente. Se um dia já fomos filhos, hoje podemos ser irmãos.

Diferente de outros tempos históricos, hoje temos uma relação cultural que vai numa linha de mão dupla. Opera nos dois sentidos dessa ponte aérea. E ocasionalmente vem também de navio, pelos sofisticados cruzeiros que nos lembram a era das grandes navegações. Embora com um pouco mais de brilho e festa no convés nos tempos atuais, ainda bem!

Nós, que dos dois lados do Atlântico amamos a boa música, podemos pensar esse caminho tanto ao som do fado como do samba, ambos estilos nostálgicos e com uma certa melancolia em sua poesia. Apesar dessa nossa característica às vezes saudosista, aqui não falaremos só do passado que nos une, mas deste presente que nos oferece outras formas de nos relacionar e valorizar uns aos outros.

Aqui, no Portal Villarino, veremos o que há de único nessa ponte luso-brasileira. Venha conosco nessa viagem e descubra o que há de melhor no entretenimento, cultura, turismo e gastronomia de ambos os países! Para isso, contamos com uma equipe afiada, que trará as excelentes dicas para você!

Equipe Villarino

Foto: Thais Cardoso

Leia Mais

Afeto

Não espere retorno afetivo de quem nunca o ofereceu.
  
Por Estrella Assayag
Existem certos lugares e determinadas pessoas que devemos definitivamente riscar de nossas vidas, como algo a ser evitado, assim como comportamentos que só serviram para nos afastar de sorrir. Insistir em manter próximo a nós quem  não nos  alegra nem soma, equivale a apertar a tecla da infelicidade mais de uma vez.
Não procure a felicidade junto a pessoas que parecem ter dificuldade em enxergar algo de positivo na vida,   que desconhecem o sentido da palavra gratidão.  Prefira estar sozinho a se acompanhar por quem jamais amenizará a sua solidão.
Não permaneça preso a ideias e pontos de vista que lhe impeçam  de avançar, de expandir suas concepções de amor, de sociedade, de mundo, que lhe mantêm preso no mesmo lugar, de forma desconfortável. Enxergue as pessoas como seres únicos e especiais, cada qual à sua maneira, entendendo que ninguém é obrigado a agir ou a pensar como você.
Não tente voltar a sorrir naqueles lugares onde sua alegria foi anulada, onde sua essência foi perdida, onde seu amor foi recusado. Não fique onde sua respiração torna-se ofegante, onde o suor frio cobre suas têmporas, onde você se sente um nada. Sempre haverá novas moradas, outros empregos, ambientes diferentes, onde nos encaixaremos sem precisar abrir mão de nossa dignidade.
Não espere retorno afetivo de quem não valoriza a sua amizade, não quer saber como você está nem sente sua falta. Não implore por aquilo que você tem condições de receber naturalmente, de coração e peito abertos, com carinho de verdade. Desprenda-se de nós que apertam e construa laços serenos com gente que sabe compartilhar e dividir, sem cobranças, sem afetação.
Mesmo que demore, somente assim olhe para trás de uma distância segura e sorria, na certeza de foi o melhor a ser feito. Porque optar por si mesmo salva e liberta. Sempre.
Foto: Pxhere
Leia Mais

A sexualidade na criança

O erotismo na criança é muito interessante, por que é destituído de consciência sexual, não tendo registro sobre o ato sexual em si, ela vive o seu potencial erótico em relação a si mesma, na descoberta do prazer no corpo. Isso vai se transformando gradativamente ao longo do seu desenvolvimento psico-motor.

Como os ossos, os músculos e o sistema nervoso central, a sexualidade vai amadurecendo com o tempo, até chegar na relação intima com o outro. Mas até os 18 anos no mínimo, sabemos que todo o organismo ainda está em formação. Por isso é tão hediondo o abuso sexual com crianças e adolescentes, ou a sexualidade prematura. A criança não tem a mesma expectativa que o adulto, por que simplesmente não conhece esta experiência sexual a dois.  Ela conhece o prazer, que é prazeroso e o que é dor. Uma dor emocional pode ser causada pela invasão deste espaço individual, quando um adulto ou uma criança mais velha, interferem ativamente. Por isso considero importante educar, ensinar sobre a intimidade, momentos íntimos, de ir ao banheiro ou trocar de roupa, que a criança deve ter a presença dos pais ou do responsável apenas.

Por outro lado a exuberância ou erotismo são muito visíveis nos jovens e adolescentes, então é preciso discernimento, educação neste sentido. Do contrario teremos um baixo potencial no adulto de lidar com a sua sexualidade, o seu potencial, a sua sedução e os seus limites.

O que falamos aqui é da educação sexual no adulto, como o erotismo influencia no sucesso, na vida social, como instrumento de empatia e sedução saudável. Em todas as classes sociais, vemos que a simpatia, o humor, o tom de voz e o carisma, bem como o estilo e o vigor, constroem uma vida mais dinâmica, que flui sem tanta exclusão.

A educação da sexualidade é fundamental para uma vida mais saudável e mais prospera.

Bom final de semana.

Leia Mais

Dia da Criança com uma ideia de grego

Para comemorar o Dia das Crianças com os pimpolhos, a peça Diário de Pilar Pilar é uma boa pedida! A personagem, conhecida da juventude pelos livros best-sellers, conta as aventuras de uma menina muito esperta e bem humorada. Ela mora com a mãe e o avô Pedro. Não conheceu o próprio pai, que “misteriosamente” saiu de sua vida, antes mesmo dela nascer. Um dia seu avô parte para uma viagem rumo à Grécia, e ela morrendo de saudades, resolve viajar também. Junto com o gato Samba e o seu grande amigo Breno, Pilar embarca em busca do seu avô, e descobre alguns dos maiores mistérios da vida e o fascinante mundo da mitologia grega, repleto de deuses e heróis.

Diário de Pilar na Grécia é uma comédia infanto-juvenil, feita para toda a família, que de maneira leve e divertida, revela histórias e curiosidades sobre o berço da civilização, a partir da ótica dos Deuses, valorizando a amizade, o companheirismo e a coragem.

Teatro dos Quatro, Shopping da Gávea

Telefone: (21) 2239-1095

Leia Mais

Limpeza e utilização dos cristais

Por Monika mgm Nakamura

Olá queridos ! Tudo bem?  Desde cedo eu nunca enxerguei as pedras como meras ferramentas de adorno como joias ou outros fins. Para mim as pedras preciosas ou semi preciosas sempre foram vistas de dentro pra fora e não o contrário. A energia que emerge de cada pedra sempre causou em mim uma sensação incrível de felicidade. Como se fosse atraída pela energia pura e sensível de cada uma. Sempre com uma importância e finalidade específica para cada ocasião ou situação a ser esclarecida através das vibrações que cada pedra suscita e representa como determinados instrumentos de auxílio de curas físicas, emocionais e espirituais.

Na minha singela opinião nenhum indivíduo compra, ganha ou encontra uma pedra por acaso. Existe uma real necessidade da pessoa em questão utilizar de alguma maneira a pedra que a “chamou”. Isso porque fica esclarecido que não somos nós que as escolhemos e sim somos todos escolhidos por elas. Acredito que devemos seguir a nossa intuição e ao observarmos uma pedra seja ela qual for deveríamos prestar atenção aos nossos sentidos ao visualizarmos e tocarmos numa pedra nos esforçarmos para tentarmos decifrar qual mensagem especial ela deseja nos passar e não relutarmos mais ao descobrirmos que ela nos remeterá exatamente a tudo aquilo que mais estamos precisando naquele momento! Esse assunto é bastante complexo e poderia ficar por bastante tempo escrevendo a respeito. Em resumo, as pedras são seres naturais que possuem “vida” e emanam um grande poder cristalino de cura a quem as utiliza consciente ou inconscientemente.

Dicas de limpeza são água e sal grosso , incensos de sândalo e rosa branca e colocar no sol até o meio dia. Também aconselho deixar sob os raios de chuvas com tempestades e a própria água da chuva. Uma limpeza energizante um banho de lua cheia e para descarregar as pedras na lua minguante. Assim como também colocar enterradas dentro de um vaso e depois retirar e lavar em água corrente, entre outras formas que mais adiante voltarei a me aprofundar um pouco mais.

Bjs e luz!

Até a próxima semana!

 

 

Leia Mais

Sal Gastronomia no Village Mall

Henrique Fogaça, um dos jurados do reality Masterchef, inaugurou esta semana sua casa no Rio. O seu restaurante Sal Gastronomia tem duas unidades em São Paulo, uma delas no prestigiado bairro de Higienópolis. A filial carioca do chef é no sofisticado Village Mall, na Barra da Tijuca.

Atento a cores, texturas e cheiros, os pratos de Fogaça ganharam fama em seus mais de 10 anos de restaurante. Entre eles, o polvo com arroz sete grãos. O melhor é que os preços podem ser mais acessíveis do que o padrão da alta gastronomia, uma das bandeiras de Fogaça. Especialmente no almoço: há um preço fixo para o cardápio com três pratos: entrada, prato principal e sobremesa.

O coquetel de lançamento do Sal Gastronomia no Rio foi no domingo, dia 8. Como não poderia deixar de ser, amigos e fãs prestigiaram: Fernanda Gentil, o chef Claude Troisgros,  Juliana Alves, Antonia Fontenelle. O chef Henrique Fogaça, anfitrião da noite, está otimista com a unidade em uma nova cidade.

Crédito das fotos: Alt Company & Sal Gastronomia

Leia Mais

Miquela

Por Naty Fialho

Ícone do mundo da moda, Miquela tem a vida que toda menina gostaria de ter, embora ela não seja real.

Entrar no mundo da moda não é nada fácil. O tal do termo “Influencer” ganha cada vez mais peso e atire a primeira pedra quem não se sente nem um pouquinho tentado com as regalias que a fama do mundo virtual oferece. Assim é a vida da Miquela Sousa (mais conhecida como Lil Miquela) com seus 1,4 milhões de seguidores no Instagram; mimos e presentinhos recebidos de marcas como Prada ou Chanel, acesso a todos os desfiles, posar para capas de revistas e frequentar festas badaladas.

De rosto sardento, estilo impecável e impressionante capacidade de engajamento entre seus fãs, Miquela é o que toda garota deseja ser, embora ela não exista. Isso mesmo, você leu certo: ela não existe, é um personagem criado por Trevor McFederies como um projeto de arte digital em 2016.

Pode parecer estranho, mas é só checar sua conta @lilmiquela para ver que ela se comporta como eu e você; tira selfies, faz resenha de maquiagem, desabafa quando teve um dia ruim e luta por causas como racismo e direitos LGBT. Além de ser contratada para gerar publicidade para marcas e modelar em editoriais de revistas, a influencer ainda lançou o single Not Mine que viralizou no Spotify.

Segundo reportagem do Washington Post, Miq é o maior mistério do Instagram desde que a plataforma foi lançada, já que cada característica da sua persona foi pensada nos mínimos detalhes. Ela é expressiva, suas fotos têm contexto e até expressa sentimentos.

O caso de Miquela se divide por uma linha tênue entre interessante e assustador. Afinal, como alguém que, nem se quer existe, pode ter uma (promissora) carreira, ganhar rios de dinheiro, ter um altíssimo poder de persuasão e influenciar milhões de pessoas com seu discurso, estilo e comportamento?

A It girl fictícia deu uma entrevista ao portal de notícias BBC comentando que a criação de sua identidade é muito parecida com o que significa para nós; “ainda estou aprendendo e cada dia que passa vou me moldando de acordo com o contexto social que me cerca. Eu acredito que a maior parte das celebridades na atual cultura popular são virtuais. O que me faz menos real que elas? Todos os chamados digital influencers são personagens virtuais e fictícios. Eventualmente o virtual molda o real”.

Ela (ou, no caso, a pessoa respondendo por ela) tem um ponto; muitas vezes, chegamos a criar laços com pessoas que acompanhamos virtualmente; triunfamos como suas viagens, “curtimos” seus looks, replicamos suas receitas, compramos o que indicam. Nos deixamos ser influenciados por personagens digitais, que desempenham um papel onde tudo é colorido, feliz e simples. O que levanta algumas questões filosóficas. A medida que as criações virtuais se tornam mais convincentes, é cada vez mais difícil de diferir o que é real ou não.

De qualquer forma, vale a pena conferir a conta. Real ou não, a menina tem estilo.

Até a próxima semana.

Leia Mais