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Luciane Valença inaugura exposição em Lisboa

A artista plástica Luciane Valença tem sua primeira exposição individual internacional, intitulada Hinos Homéricos, na Galeria da Livraria do ISPA – Instituto Universitário em Lisboa, Portugal. São 18 aquarelas desenvolvidas a partir da sua pesquisa sobre  mitologia grega.

Luciane recebeu moção de aplausos na Câmara de Vereadores de Niterói em setembro, por sua importante contribuição à cultura do Estado do Rio de Janeiro. A artista é também curadora do Sofitel Ipanema.

Inaugurada no dia 29 de novembro, a exposição de Luciane Valença, pode ser conferida até 31 de janeiro de 2019.

Fotos de Mariama Prieto

 

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Diwali no Rio de Janeiro

Câmara de Comércio, Embaixada e Consulados da Índia no Brasil protagonizam grande festa e comemoram Diwali no Rio de Janeiro

Por Paula Glaciane

A Câmara de Comércio Índia-Brasil, a Embaixada da Índia e o Consulado Geral Honorário da Índia no Rio de Janeiro promoveram, na quarta-feira, dia 14 de novembro, uma série de eventos para estimular as relações comerciais e culturais dos dois países. Um evento que deu se início pela manhã, na sede do Escritório Siqueira Castro Advogados, o Seminário Fazendo Negócios com a Índia onde foi discutido as relações comerciais bilaterais, com a participação do embaixador da Índia no Brasil, Ashok Das.

Já na tarde o Embaixador Ashok Das e o Consul Honorário de Minas Gerais Elson de Barros Gomes Filho concederam uma série de entrevistas a jornais e jornalistas brasileiros, temas como Fomento ao Turismo e Comercio Exterior foram abordados.  Na noite os cônsules gerais honorários da Índia do Rio de Janeiro e Minas Gerais Leonardo Ananda e Elson de Barros Gomes Filho, junto ao embaixador lançaram selos comemorativos com a presença dos atores Márcio Garcia e Victor Fasano, da novela Caminho das Índias e homenagearam o cantor Gilberto Gil no Centro Cultural Correios com a Comenda Swami Vivekananda, pelas ações em prol da divulgação da imagem da Índia no Brasil.

Gilberto Gil gravou o mantra predileto de Mahatma Gandhi, “Vaishnav jan to”a pedido do Consulado Geral da Índia no Rio e da Embaixada do país no Brasil. “Gil é um amigo de longa data, já realizou várias viagens à Índia, participa do movimento Afoxé Filhos de Gandhi, gravou um mantra indiano e vem sempre divulgando a cultura indiana pelo mundo. E o Centro Cultural Correios tem participado de várias iniciativas culturais nestes 12 anos de atuação dos consulados gerais honorários no Brasil, como o festival de cinema e uma exposição de Gandhi que está agora percorrendo escolas cariocas”, explica Leonardo Ananda.

Importantes autoridades também estavam presentes na grande festa Índiana, nomes como MAURIZIO GIULIANO  (Diretor do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil /UNIC Rio), MARCO AURÉLIO CASIMIRO (Assessor Chefe de Cooperação Internacional – Secretaria de Estado da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico), TOR LAR JANER (FIRJAN- Assessor da Diretoria Internacional), ADOLFO ZEPEDA (Consul Comercial do México), VLADIMIR TOKMAKOV (Consul Geral da Rússia), CONSUL GERAL DA ESPANHA, JOEL KORN (Consul Geral da Turquia), MARIA ANGÉLIA SIQUEIRA DOS SANTOS (Representante da Consul Geral da Jamaica), RUDOLF WYSS (Consul Geral da Suíça), NAOTO KAGOSHIMA (Consul Geral do Japão no Rio de Janeiro), YURINA NAKASHIMA (Vice Consul do Japão) e a Sra. SISSEL HODNE STEEN (Cônsul-Geral da Noruega).

Em seguida, participaram de um jantar festivo com dança, música e comidas típicas ao lado da comunidade indiana, para comemorar o Diwali, a festa mais importante do calendário indiano, comparável ao Natal para os cristãos.

Fotos:  Mariana Moncavo

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“O retrato do rei dom João VI” no Museu Histórico Nacional

Exposição marca os 200 anos de aclamação do rei que trouxe a corte portuguesa para o Brasil

No Rio de Janeiro, há 200 anos, Dom João VI (1767-1826) foi aclamado rei de Portugal, Brasil e Algarves. Em celebração à data, o Museu Histórico Nacional – MHN, no Rio de Janeiro (RJ), inaugurou nesta última quinta-feira, dia 29, a exposição “O retrato do rei dom João VI”. A curadoria é de Paulo Knauss, diretor do MHN e professor de História da Universidade Federal Fluminense – UFF. A abertura da exposição contou com a presença do embaixador português Jorge Cabral e de João de Orleans e Bragança, além dos diretores de museus.

A mostra é centrada na construção da imagem de dom João a partir de 24 pinturas, oriundas de instituições brasileiras e portuguesas, coleções particulares e do próprio acervo do MHN. Além dos retratos, completam a exposição condecorações, medalhas, moedas, leques, gravuras e uma réplica da coroa de 1818 – somando  cerca de 60 ítens.

O curador propõe um percurso pelo retrato biográfico, de João menino ao rei dom João VI, a leitura política da retratística do rei e o resgate de uma pintura de 1814, desconhecida do público.

“O conjunto evidencia como a diversidade da imagem de dom João acompanha as muitas mudanças políticas e de gosto da época, o que permite também reconhecer o diálogo dos artistas de Portugal com os do Brasil, considerando que, a partir de sua estada na cidade do Rio de Janeiro, o rei passou a ser representado por pintores nascidos no país e formados longe das academias europeias”, avalia Knauss.


Restauração ao vivo
A curadoria quer jogar luz sobre o pintor brasileiro Antônio Alves, quase anônimo – não se sabe sua data de nascimento e morte, por exemplo – conhecido por seus desenhos naturalistas e por ter concebido a bandeira republicana da revolução de 1817 em Pernambuco.

O Conde da Barca, diplomata, cientista e político, que veio de Portugal com dom João, encomendou a Alves uma cópia do retrato do rei feita pelo pintor italiano Domenico Pellegrini (1759-1840).

O quadro de Antônio Alves, que pertence ao acervo do Museu Dom João VI, da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro – EBA/UFRJ, será restaurado em ateliê aberto pelo técnico do Laboratório de Restauração em pintura do MHN, Luiz Fernando Abreu, com apoio de estudantes da EBA, durante o período da exposição – que segue até 17 fevereiro de 2019.

Paulo Knauss espera que, após a exposição, a pintura possa ser apresentada como exemplo de preservação do patrimônio cultural e principal legado da mostra.

Em “O retrato do rei dom João VI” acontece o primeiro encontro da tela original de Pellegrini, do acervo do Consulado de Portugal no Rio, com a cópia de Antônio Alves. A curiosidade é que na pintura do italiano vê-se, pela janela, o Terreiro do Paço em Lisboa. Na versão de Alves, a paisagem vista é a da baía da Guanabara, com destaque para o Pão de Açúcar ao fundo.

O retrato presente
Dom João VI foi, possivelmente, o rei português mais retratado na história da pintura e da gravura, pois precisava promover sua imagem para se fazer presente em Portugal enquanto viveu no Brasil – entre 1808 e 1821.

Entre os retratos, destaca-se no conjunto a pintura mais conhecida de Jean-Baptiste Debret, realizada em 1817, que mostra o rei em traje majestático, enquanto os demais apresentam dom João em retratos de três quartos (busto) ou a cavalo.

Uma curiosidade é que na juventude de dom João, era habitual empoar o cabelo, dando-lhe um aspecto grisalho. As pinturas dessa fase retratam o então príncipe regente com cabelos brancos, enquanto em obras posteriores, em que aparece mais velho, o cabelo é escuro.

Outra curiosidade é que, diferentemente de outras monarquias europeias, os reis portugueses não usavam coroa. É possível observar, em todos os retratos, a coroa sobre uma almofada ao lado de dom João VI – como no ato de sua aclamação em 1818. Esta tradição tem origem em 1640, quando o rei João IV de Portugal ofereceu sua coroa a Nossa Senhora da Conceição, elegendo-a “a verdadeira rainha de Portugal”.

Serviço
Exposição  “O retrato do rei dom João VI”
Período   30 de novembro de 2018 a 17 de fevereiro de 2019
Museu Histórico Nacional – Praça Marechal Âncora S/N
Centro             Rio de Janeiro, RJ
Visitação   terça a sexta, 10h às 17h30; sábado, domingo e feriado, 13h às 17h
Ingressos   R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Entrada gratuita aos domingos
Informações: 21 3299 0324 (recepção)

 

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Uma rara iconografia italiana de São Francisco no MNBA

Obras de importantes coleções italianas, que datam dos séculos XV a XVII, traduzem as fases mais relevantes da representação de São Francisco na arte. Mostra inclui um passeio virtual à Basílica Superior de Assis, na Itália

Poucos santos católicos possuem tanta ressonância ainda nos dias de hoje como São Francisco de Assis(Assis, 1182 – 1126).  Sua carismática efígie,  identificada com uma vida mais simples e frugal, pelo amor à natureza, continua inspirando o imaginário coletivo,  mesmo séculos após sua morte.

Agora,  pela primeira vez uma importante iconografia dedicada ao religioso poderá ser vista, a partir de 5 de novembro,  no Museu Nacional de Belas Artes/Ibram/MinC,  dentro da exposição “São Francisco na Arte de Mestres Italianos”.

Este valioso acervo de arte renascentista e barroca vai apresentar obras de mestres como Tiziano Vecellio, Perugino, Orazio Gentileschi, Guido Reni, Guercino, Carracci e Cigoli.  Pertencentes à coleções de 15 museus de 7 cidades italianas: Galleria Corsini, Palazzo Barberini, Musei Capitolini, Museo di Roma, Museo Francescano dell’Istituto Storico dei Cappuccini (Roma); Pinacoteca Civica, Sacrestia della chiesa di San Francesco, Convento Cappuccini (Ascoli Piceno); Museo Nazionale d’Abruzzo (L’Aquila), Galleria Nazionale dell’Umbria (Perugia); Istituto Campana per l’Istruzione permanente (Osimo); Museo Civico (Rieti), Pinacoteca Nazionale (Bolonha) e Duomo di Novara (Novara).

Com  20 trabalhos produzidos entre os séculos XV e XVII, a exibição “São Francisco na Arte de Mestres Italianos”  tem curadoria do especialista em História da Arte, Giovanni Morello – que idealizou e curou diversas exposições de arte antiga na Itália, no Vaticano e outros países e integra a comissão permanente de tutela dos monumentos históricos e artísticos da Santa Sé – e do professor Stefano Papetti, diretor da Pinacoteca Civica Di Ascoli, na Itália.

Ambos prepararam uma exposição na qual se poderá apreciar nada menos do que as fases mais relevantes da representação de São Francisco,  por meio de telas que se integraram à cultura local de toda uma época, repletas de valores artísticos, históricos e simbólicos.

Para diretora do MNBA,  Monica Xexéo,  “a exposição vai possibilitar a fruição de obras de arte que nunca estiveram antes no Brasil,  verdadeiros tesouros culturais da humanidade,  e assim contribuir para a democratização e o acesso à cultura”.

Atrações

Na mostra “São Francisco na Arte de Mestres Italianos”, destacam-se os quadros “San Francesco ricevelestimmate” (1570), de TizianoVecellio; “San Francesco sorretto da unAngelo” (primeira metade do séc. XVII), de Orazio Gentileschi; “San Francesco d’Assisisi e quattro disciplinati” (1499), de Perugino; “San Francesco confortato da un angelo musicante” (1607-1608), de Guido Reni, que também pintou a Bandeira de Procissão “Francesco riceve le stimmate (frente); San Francesco predica ai confratelli (verso)” (séc. XVII); e “San Francesco riceve le stimmate” (1633), de Guercino.

Ampliando uma experiência  imersiva e única,  haverá uma sala de Realidade Virtual,  que vai transportar o visitante para a Basílica Superior de Assis (1228), na Itália, com o uso de óculos de tecnologia 3D.

Será possível caminhar por uma das mais importantes e belas basílicas daquele país e conhecer obras-primas do pintor italiano Giotto (1267-1337), artista símbolo dos períodos medieval e pré-renascentista.

Depois de passar pela Casa Fiat(Belo Horizonte), onde foi inaugurada em agosto,  a exposição “São Francisco na Arte de Mestres Italianos” ficará em cartaz no MNBA até 29 de janeiro de 2019.

A exposição “São Francisco na Arte de Mestres Italianos”  foi idealizada pela diretora do MNBA, Monica Xexéo,  e produzida pela Base 7.

 

Serviço

Exposição “São Francisco na arte de mestres Italianos”, no MNBA.

Período:  6 de novembro de 2018(abertura para o público)  até 27 de janeiro de 2019

Visitação:  de terça a sexta, das 10h às 18h; e aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 18h.

Ingressos: R$ 8,00 inteira, R$ 4,00 meia e ingresso família (para até 4 membros de uma mesma família) a R$ 8,00. Grátis aos domingos.

Museu Nacional de Belas Artes:  Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia

Tel:  (21) 3299-0600.

 Assessoria de imprensa do MNBA – Nelson Moreira Jr

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Histórias afro-atlânticas

Histórias afro-atlânticas apresenta uma seleção de 450 trabalhos de 214 artistas, do século 16 ao 21, em torno dos “fluxos e refluxos” entre a África, as Américas, o Caribe, e também a Europa, para usar a famosa expressão do etnólogo, fotógrafo e babalaô franco-baiano Pierre Verger.

O Brasil é um território central nas histórias afro-atlânticas, pois recebeu aproximadamente 46% dos cerca de 11 milhões de africanos e africanas que desembarcaram compulsoriamente neste lado do Atlântico, ao longo de mais de 300 anos. Também foi o último país a abolir a escravidão mercantil com a Lei Áurea de 1888, que perversamente não previu um projeto de integração social, perpetuando até hoje desigualdades econômicas, políticas e raciais. Por outro lado, o protagonismo brasileiro nessas histórias fez com que aqui se desenvolvesse uma rica e profunda presença das culturas africanas.

Histórias afro-atlânticas parte do desejo e da necessidade de traçar paralelos, fricções e diálogos entre as culturas visuais dos territórios afro-atlânticos—suas vivências, criações, cultos e filosofias. O Atlântico Negro, na expressão de Paul Gilroy, é uma geografia sem fronteiras precisas, um campo fluído, em que experiências africanas invadem e ocupam outras nações, territórios e culturas.

É importante levar em conta a noção plural e polifônica de “histórias”; esse  termo que em português (diferentemente do inglês) abrange tanto a ficção como a não ficção, as narrativas pessoais, políticas, econômicas, culturais e mitológicas. Nossas histórias possuem uma qualidade processual, aberta e especulativa, em oposição ao caráter mais monolítico e definitivo das narrativas tradicionais. Nesse sentido, a exposição não se propõe a esgotar um assunto tão extenso e complexo, mas antes a incitar novos debates e questionamentos, para que as histórias afro-atlânticas sejam reconsideradas, revistas e reescritas.

A exposição não segue um ordenamento cronológico ou geográfico, sendo dividida em oito núcleos temáticos que tencionam diferentes temporalidades, territórios e suportes, nas duas instituições que coorganizam o projeto. No MASP: MAPAS E MARGENS, COTIDIANOS, RITOS E RITMOS e RETRATOS (no primeiro andar), MODERNISMOS AFRO-ATLÂNTICOS (no primeiro subsolo) e ROTAS E TRANSES: ÁFRICAS, JAMAICA E BAHIA (no segundo subsolo). No Instituto Tomie Ohtake: EMANCIPAÇÕES e RESISTÊNCIAS E ATIVISMOS.

No MASP, a mostra contextualiza-se dentro de um ano de exposições, palestras, cursos, oficinas, publicações e programações de filmes em torno das histórias afro-atlânticas. O programa iniciou-se com as individuais de Maria Auxiliadora, Aleijadinho e Emanoel Araujo e se completará com as de Melvin Edwards, Sonia Gomes, Rubem Valentim, Lucia Laguna e Pedro Figari. Parte fundamental desse projeto é a Antologia que reúne em livro textos de 44 autores, resultado de dois seminários internacionais realizados em 2016 e 2017. Desse modo, o museu se transforma, ele mesmo, em uma plataforma múltipla e diversa, plural e polifônica.

Histórias afro-atlânticas tem curadoria de Adriano Pedrosa, Ayrson Heráclito, Hélio Menezes, Lilia Moritz Schwarcz e Tomás Toledo. O escritório de arquitetura METRO Arquitetos Associados assina a expografia da mostra.

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Museu Nacional

Entre o choque, a tristeza e a necessidade de agir, vê-se um país perplexo com um incêndio que em poucas horas transformou um acervo de milhões de peças em pó. O Museu Nacional da Quinta da Boa Vista foi residência real de 1808 até a República, em 1889. Desde ontem virou uma imagem em chamas nos jornais do país e do mundo.

Entre os destaques da coleção, havia Luzia, o crânio de uma mulher que viveu há 11 mil anos na América. O fóssil abriu novos caminhos de pesquisa sobre a ocupação deste continente. Diferente dos indígenas atuais, a morfologia do crânio de Luzia se assemelha com a de povos africanos e da Oceania. Ainda há esperanças que o crânio de Luzia seja salvo do incêndio, porque, segundo o geólogo Roberto Cabral Ramos, o fóssil de Luzia estaria guardado numa caixa resistente ao fogo.

A tragédia do incêndio no Museu Nacional nos traz um importante debate: é preciso repensar com profundidade o cuidado com acervos históricos e culturais do nosso país. Incêndios de acervos são frequentes, desde coleções particulares, como a do artista Hélio Oiticica, em 2009, como a de espaços públicos: Estação da Luz, em 2015.

Segundo reportagem da BBC Brasil, mais brasileiros visitaram o Louvre em 2017 do que o Museu Nacional. Será que damos o devido valor ao que temos em nossos museus? Precisamos mudar de atitude para reverter essa epidemia de incêndios. Talvez com essa percepção poderemos gerir, exigir, apreciar e frequentar melhor nossas instituições guardiãs de tesouros.

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Matilha Cultural realiza exposição com a arte subversiva de Vola

São Paulo, julho de 2018 – O artista plástico Volatille Ferreira realiza a partir de 14 de agosto, na Matilha Cultural a exposição Ocupa Vola. Esta é sua primeira exposição individual, em São Paulo, com obras feitas nos últimos anos. As criações de Vola são desenvolvidas em suportes distintos, como vídeo, performance, fotografia, pintura e trabalhos manuais com materiais diversos. Reconhecido por variar intensamente seu estilo, Vola nunca deixa de surpreender. Autodidata, ajudou a fundar o coletivo independente e transnacional de arte VOODOOHOP, onde trabalhou e segue colaborando desde 2009. Junto com o coletivo, já fez produção e cenografia em diversas festas nacionais, como Festival Encantdo (RJ) e Universo Paralelo (BA), assim como eventos internacionais, como Fusion Festival (Berlim/Alemanha) e Istambul Sumabeach (Istambul/Turquiia).

O nome Volatille, retirado de uma revista científica sobre os efeitos químicos nocivos que geram o “esquecimento” global, já é um prenúncio do que esperar de sua obra. Sua proposta é incomodar e questionar por meio do inacabado, do estranhamento e da multiplicidade de identidades visuais. “A minha arte é muito subversiva, ela nasce de uma consequência de erros cromáticos sem esperança e de acertos perfeccionistas. Um belo acidente fatal”, define.

A escolha do título Ocupa Vola para a exposição da Matilha Cultural surgiu do entendimento que o artista tem do movimento dialético ocorrido em uma ocupação. Para ele, é algo “dinâmico e imprevisível, algo explosivo”. A abertura da exposição acontecerá das 19h até às 22 horas.

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Mentira tem perna curta

Amanhã tem estreia no Teatro Miguel Falabella no Norte Shopping: o humorista Gigante Leo e agregados estarão todas as 6as e sábados com o espetáculo “Mentira tem perna curta”, escrita por Leo e o roteirista Ulisses Mattos.
Na peçam, Leo encarna João, um malandro que enrola todo mundo com suas histórias. As situações de limitação que um indivíduo com nanismo vive são introduzidas de maneira natural, e com o aval e a visão do próprio alvo das risadas’, conta Thiago Greco que assume a direção do espetáculo.
Para dar vida aos outros personagens cômicos, a produção convidou um elenco de peso para somar ao Gigante Leo: Diretamente do programa ‘Prêmio Multishow de Humor’ Catarina Saibro e Magno Navarro; De um dos mais consagrados grupos de improviso ‘Impromédia’ o ator André Lamare, e o ator premiado em festivais, Renato Krueger.

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Flip 2018: Isabela Figueiredo

A autora Isabela Figueiredo nasceu em Maputo, Moçambique, mas vive em Portugal desde os seus 13 anos. A escritora participou da Flip 2018, evento literário que aconteceu de 25 a 29 de julho, em Paraty. “A intimidade, o corpo, o racismo, a experiência colonial e a dos retornados, a escrita de si, a memória: uma estreante já madura, Isabela Figueiredo tem uma obra ainda de poucos títulos e, no entanto, muito potentes e desconcertantes”, diz Joselia Aguiar, curadora da Flip 2018. Isabela discute temas centrais aos debates no Brasil de hoje.

Seu livro A Gorda (editora Todavia) chegou há pouco nas livrarias do Brasil. Sucesso de público e crítica, o livro narra a história de Maria Luísa, personagem que vive dificuldades sociais e de relacionamento por conta do seu peso.

No sábado, Isabela participou de uma mesa com o filósofo Juilano Garcia Pessanha. Um ponto em comum na obra dos autores é que ambos dedicaram livros aos pais. Isabela e Juliano falaram sobre como a presença familiar modelou o que escrevem e como se colocam no mundo. A portuguesa definiu os pais como sagrados e afirmou que só conseguiu escrever a obra recém-publicada Caderno de memórias coloniais (Todavia), sobre sua infância em Maputo, após o pai falecer. “Testemunhei o colonialismo e o racismo. Estive do lado dos colonialistas, pertenci a essa aristocracia. Eu via a realidade à minha volta e a forma terrível como o meu pai tratava seus empregados negros. Desejei escrever sobre isso toda minha vida, sem saber como”, contou.

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Últimos dias de exposição no Rio e São Paulo

Esta semana são os últimos dias para conferir duas exposições, uma no Rio e outra em São Paulo.

Na Galeria Studio Trend, no Alto de Pinheiros, a exposição Retratos de Mãe apresenta fotos da pernambucana Andréa Leal, acompanhadas do texto da jornalista Sílvia bessa, repórter do Diário de Pernambuco. Tratam-se de histórias reais: Uma parteira, de  80 anos, ícone do parto humanizado, que já realizou mais de seis mil procedimentos, uma jovem mãe  negra que cria sozinha a filha e defende a venda de mais bonecas negras nas lojas infantis. Esta exposição termina no dia 13 de julho.

A mostra reúne dezoito casos reais que marcam  momentos de amor e cumplicidade entre mães e filhos – biológicos ou adotivos.  “ Estamos retratando mulheres fortes, com histórias marcantes, conhecer essas mães, escutar suas narrativas,  entender seus sentimentos e registrá-los, de forma que as pessoas consigam interpretar suas histórias, foi o que eu quis passar” , diz a fotógrafa Andréa Leal, que defende, em seus projetos bandeiras  como a amamentação, o parto natural e humanizado, a presença dos pais na vida dos filhos e o respeito às crianças especiais.

A segunda exposição que se encerra esta semana, no dia 15, é a exposição Arte em Movimento, da artista plástica Mazeredo, no Centro Cultural dos Correios. A mostra reúne trabalho de duas fases da carreira da artista, mas todas as 37 obras são inspiradas no universo do futebol: um busto do Pelé, homenagens a Zico e Neymar, um tríptico com o estádio do Maracanã visto do alto, estas são alguns dos trabalhos na mostra.

Em sua nova mostra, Mazeredo apresenta esferas que são imediatamente identificadas como o planeta Terra, reforçando a consciência ecológica da artista ao relembrar o conceito de Gaia, a Mãe-Terra. As telas, em sua maioria, são expressionistas. A bola, a estrela maior de um torneio de futebol, não poderia ficar de fora e pode ser observada em diferentes trabalhos.

“Os esportes, com todos aqueles movimentos, cores e energias, têm uma sinergia muito grande com o meu trabalho. É, sem dúvida, um dos meus temas preferidos. Não poderia haver momento melhor para inaugurar uma exposição do que o mês da Copa da Rússia”, ressalta a artista.

 

 

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