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Em Fevereiro celebra-se o vinho na cidade invicta….

Por Paulo Oliveira

É já no próximo mês de Fevereiro que o Porto irá uma vez mais confraternizar em torno do vinho. Será nos últimos dias do mês dos namorados que a cidade terá novamente oportunidade de vibrar com dois acontecimentos grandiosos onde o protagonista se chama vinho.
Falo pois da ESSÊNCIA DO VINHO e do SIMPLESMENTE …VINHO.
Como fã incondicional deste último, chamo a V/ atenção para 7ª edição deste certame que decorrerá sexta 22 e sábado 23, das 16h às 21h30. o primeiro, e até agora único, salão off português de vinhos, petiscos, arte e música, para partilhar com os amigos.

Em 2019 o Brasil será o convidado especial. Acompanhado por Portugal, Espanha e um outro de França. Uma vez mais teremos oportunidade de degustar verdadeiros néctares. Vinhos de terroir, autênticos, respeitando território, tradição e pessoas….
Em 2019, o tema será simplesmente… Brasil. 

Teremos uma vinícola (que é como eles lá chamam uma adega) biodinâmica, Vinha Unna da Marina Santos e do Israel Dedea Santos e Lis Cereja, a inventora da feira #Naturebas (uma das principais feiras de vinho latinas e a única feira voltada para produtos artesanais, naturais, orgânicos e biodinâmicos de toda a América do Sul), e percursora do movimento de vinho biológico, biodinâmico e natural na restauração brasileira na sua Enoteca Saint Vinsaint de São Paulo. 
simplesmente… Vinho Brasileiro, vai botar p’ra quebrar, viu? 

Nuno Pinto Leite, da galeria Ela vai nua , she goes naked, é o curador da exposição de arte. As paredes do Cais Novo voltam a mostrar o trabalho de Artistas, eles também #artesincera, fortalecendo a energia dos aromas e sabores. Arte meets art.

Como sempre, cada um dos dois dias termina com um concerto: sexta 22 são os Budda Power Blues, aquela que é considerada uma das mais importantes e melhores bandas de blues nacional; sábado 23, o grande final do simplesmente… Vinho 2019 tem notas tropicais e é com Rua Das Pretas, a tertúlia musical lusófona de Pierre Aderne (nem sabemos se o Pierre já não é mais português que brasileiro), numa última homenagem ao país irmão.

Para além do vinho, da arte e da música, são três os restaurantes que se juntam à nossa festa: Delicatum Braga (Joana Vieira e André Antunes, Braga), Restaurante Carvão (Miguel Morais, Cais da Afurada) e, a novidade do ano, Boteco Mexicano (Luís Américo, Porto). Sim, porque nada melhor que bons petiscos para saborear e partilhar vinhos verdadeiros com os amigos. 
No ano passado, preparamos uma zona de restauração para quem quisesse simplesmente… jantar connosco. E, caras, não é que deu certo? Por isso em 2019, não só repetiremos como vamos bolar um bar de vinhos genial para ficar ainda mais gostosinho comer co’a gente. 
Os Goliardos, quem não conhece?!, são os responsáveis pelo bar de vinhos! Ah pois é, vamos ter vinhos simplesmente… bons e longínquos para acompanhar os petiscos dos nossos chefs. 
Bota na agenda: “jantar no simplesmente… Vinho”, valeu, galera?

Pergunta: Quem sabe o que é “vinho laranja”, do inglês “orange wine”?
a) vinho feito de laranja fermentada b) sangria com laranja c) vinhos brancos fermentados com película e macerados
Se escolheu a) ou b) precisa vir à apresentação e sessão de autógrafos do livro “Amber Revolution” pelo autor, o wine writer inglês Simon Woolf, sexta-feira 22 às 18h30. Mas, se simplesmente… escolheu c), a resposta certa, estamos certos que vai querer faltar não, né? A apresentação do Simon inclui prova de vinhos que figuram no seu livro.

Por último, last but not the least, vai haver um jantar pop-up com o chef Israel Dedea Santos, na sexta-feira 22, no restaurante Typographia Progresso. 
O Israel é agricultor e cozinheiro. Juntamente com a Vinha Unna, tem o Champenoise Bistrô, um projeto que é quase a extensão da casa dele e da Marina. Ele produz uma boa parte dos ingredientes do bistrô, tudo orgânico e certificado. Uma cozinha sazonal, de filosofia Slow Food, ingredientes adquiridos dentro do km zero e orgânicos certificados, misturando as receitas de família, as regionais e algumas das andanças pelo mundo! 
Menu de degustação a quatro mãos Isarel Dedéa + Luis Américo, acompanhado por 12 vinhos apresentados pelos próprios vignerons. Reserva obrigatória (220 997 846) (€ 60 /pax, menu + vinhos) 

Vignerons:

Convidados Especiais do Brasil: 
Marina Santos, Vinha Unna | Lis Cereja, Naturebas (Enoteca Saint VinSaint) 


España: 
Rías Baixas: Constantina Sotelo, Constantina Sotelo | Iria Otero, Sacabeira | Marcial Dorado, Destinos Cruzados | José Crusat, Adega Entreosrios | Antonio Portela, Videiras no Mar | Miguel Alfonso, Adega Pedralonga | Magdalena Paramés, Bodega Torgo. 
O Ribeiro: Jorge Perez, L’Ombre. 
Arribes del Duero: José Manuel Beneitez, El Hato y el Garabato.
Madrid: Orlando Lumbreras, Orly Lumbreras.
Ribera del Duero: Alfredo Maestro, Bodega Alfredo Maestro.
Rioja: Sandra Bravo, Sierra de Toloño.
Penedès: Josep Mitjans, Loxarel.
Jerez: Alejandro Narváez, Bodega de Forlong.
Canarias: Carmelo Peña, Puro Rofe e Bien de Altura.

France Banyuls-sur-Mer: José Carvalho, La Cave des Nomades. 

Portugal 
Vinho Verde: Fernando Paiva, Quinta da Palmirinha | Vasco Croft, Aphros | Pablo Ruibal, Edmun do Val | Miguel Queimado, Vale dos Ares | Carlos Fernandes, Chapeleiro | Diogo Teixeira Coelho, Quinta da Raza | Tony Smith, Quinta de Covela | João Camizão, Sem Igual | Artur Meleiro, Valados de Melgaço | Joana Santiago, Quinta de Santiago | Rui Viseu Cardoso, Quinta da Mâssorra | Alexandre Gomes, A&D Wines | Paulo Cerdeira Rodrigues, Quinta do Regueiro. 
Trás-os-Montes e Beira Interior: Amílcar Salgado, Quinta de Arcossó | Carlos André Bastos, Head Rock Wines | Francisco Gonçalves, Mont’Alegre | José Madeira Afonso, Casas Altas | João e Pedro Carvalho, Quinta dos Termos.
Douro: Álvaro e João Roseira, Quinta do Infantado | Joaquim Almeida, Quinta Vale de Pios | Rita Marques, Conceito | Tiago Sampaio, Folias de Baco | Jorge Coutinho, AltaPontuação | Pedro Garcias, Mapa | João Menéres, Quinta do Romeu | Luis Soares Duarte, Bago de Touriga | Francisco Montenegro, Aneto | Ana Hespanhol, Quinta do Zimbro | Pedro Lencart, Quinta dos Lagares | Joana Pinhão, Somnium | Duarte da Costa, Cortes do Tua | Álvaro Martinho, Mafarrico | Pedro Coelho, Pormenor Vinhos | Stéphane Ferreira, Quinta do Pôpa | Luisa Borges, Vieira de Sousa | Hugo Oliveira e Silva, Adega Artesanal | Afonso Magalhães, Duas Árvores | Rui Cunha, Secret Spot | Rui Soares, Esmero | Paulo Coutinho, Portal Unlocked | Luis Pedro Cândido da Silva, Quinta da Carolina.
Távora-Varosa e Lafões: Marcos Pinto da Silva, Boa Parte | Ângelo Rocha, Quinta da Comenda. 
Bairrada: Luís Pato, Luís Pato | Mário Sérgio Nuno, Quinta das Bágeiras | François Chasans, Quinta da Vacariça | Graça Miranda, Casa de Saima | Luis Patrão Vadio.
Dão: Álvaro e Maria Castro, Quinta da Pellada | António Madeira, António Madeira | João Tavares de Pina, João Tavares de Pina | Sara & António Lopes Ribeiro, Casa de Mouraz | Carlos Silva, Amora Brava | José Perdigão, Quinta do Perdigão.
Tejo, Lisboa e Colares: Tomás Emídio, Quinta Várzea da Pedra | Teresa Barbosa, João M Barbosa Vinhos | André Gomes Pereira, Quinta do Montalto | Pedro Marques, Vale da Capucha | Rodrigo Filipe, Humus | Christopher Price, Vinhos Cortém | António Marques da Cruz, Quinta da Serradinha | José Baeta, Adega Viúva Gomes | Hugo Mendes, Hugo Mendes | Thomaz Vieira da Cruz, Areias Gordas.
Alentejo e Setúbal: Luís Mota Capitão, Herdade do Cebolal | Miguel Louro, Quinta do Mouro |António Antunes, Herdade do Arrepiado Velho | João Afonso, Cabeças do Reguengo | Rui Falé, Courelas da Torre | Rita e Paulo Tenreiro, Argilla Wines | Victor Conceição, Dona Dorinda | Pedro Furriel, Howard´s Folly.
Algarve, Madeira e Açores: Guillaume Leroux, Monte da Casteleja | Ricardo Diogo, Barbeito | António Maçanita, Azores Wine Company | Losménio Goulart, Picowines.
Várias regiões de Portugal: Márcio Lopes Márcio Lopes Winemaker | Luis Seabra Cru | Dirk Niepoort Niepoort | Vitor Claro Dominó | Nuno Mira do Ó Mira do Ó | Nuno Morais Vaz Portugal Boutique Winery | Rui Reguinga Rui Reguinga Winemaker.

bilhete € 20 (venda exclusiva no local) com direito a: 
copo e catálogo oficial, prova de vinhos, exposição de arte e concerto de música ao vivo.

venda de senhas de € 3 e € 5 para: degustar petiscos nos 3 restaurantes, e vinho a copo no wine bar. 

Zona de restauração sentada e em balcão, para quem quiser jantar no local.

simplesmente… Garrafeira para comprar: vinhos, copos, t-shirts.

Rua de Monchique, 120 (por cima do Museu do Vinho do Porto)
Autocarro: 500 Elétrico: 1




simplesmentevinho #simplesmentevinho2019

Não faltem…

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Fim de semana em Madrid

Por Paulo Oliveira

Em boa hora e a convite da Princesa do Douro, rumámos a Madrid por 3 dias, justamente para celebrar o aniversário da querida Puri Fernandes. E fomos de carro, tão perto estávamos já da fronteira com Espanha.
Sabe-se que Madrid, a seguir a Londres e Paris, é por direito próprio, a terceira maior metrópole da Europa. Nela coabitam “nuestros hermanos” a par de uma cada vez maior fauna de estrangeiros, oriundos dos quatro cantos do Mundo.
Confesso que em visitas anteriores me havia escapado uma boa parte dos encantos desta hospitaleira e encantadora cidade.
Por opção da aniversariante, ficámos alojados bem no centro da “movida”, o Bairro La Latina, a dois passos da Plaza Mayor e do Mercado de S. Miguel, onde por diversas vezes saciámos os nossos vorazes apetites.
A Plaza MaYor situa-se no centro da cidade. É rectangular, rodeada de todos os lados por edifícios coloridos de três pisos e restaurantes com esplanadas. As casas têm nomes históricos e a mais conhecida é a Casa de la Panaderia. Por vezes, aqui encontram-se exposições gratuitas, no entanto funciona também como o turismo da cidade que fornece mapas e os principais eventos de Madrid.
Daí, fomos até ao Mercado de San Miguel, que é bem pertinho. Esta é uma das paradas obrigatórias de qualquer turista que visita Madrid. O mercado data de 1916, com estrutura de ferro e envidraçado. Tem várias banquinhas no seu interior com comida e bebida. Pode experimentar vários pratos e acompanhar com um bom vinho. O horário do mercado é bem alargado, portanto não há desculpas para não ir: segunda a quarta-feira e domingo, 10h00-00h00; quinta-feira a sábado, 10h00-02h00.
Por insistência da incansável Alice – a outra companheira de viagem, que na outra vida deve ter sido maratonista – efetuámos uma verdadeira viagem pedestre, desde o Bairro La Latina, até ao Jardim do Retiro, passando pela Catedral de Almudena, Palácio Real, Praça de Espanha, Puertas do Sol, Gran Via, subimos ao terraço do Teatro das Belas Artes, La Chueca…..voltando ao ponto de partida, calcorreando avenidas, ruas e ruelas. Claro está que esta odisseia que me deixou as pernas a tremer, foi interrompida a meio – muito oportunamente e para reposição de calorias – para um repasto à maneira, no Mercado San Antón, onde as tapas variadas tiveram como acólito um belíssimo verdejo de La Rueda. Confesso que nessa noite, tal era o cansaço, nem me recordo se escovei os dentes…
Num outro dia – agora de táxi que eu e a Puri não somos loucos – voltámos às Portas de Alcalá e deixámos a Alice no Museu do Prado para gáudio da própria que desdenhava da nossa desistência para esperar pela próximo horário de visita.
Nessa noite, e a conselho de um simpático taxista, rumámos a uma pequena tasca, de seu nome Oreja do Jaime, onde, imagine-se, aos comandos da cozinha, se encontra um transmontano dos sete costados, a viver em Madrid há mais de 25 anos. Refeição sublime, onde a orelha de porco frita e picante, fizeram um belo casamento com as molejas de carneiro. Tudo regado com cerveja Estrella.
Em conclusão, quero apenas dizer que Madrid continua um encanto para os olhos e para o estômago…e fica mesmo aqui ao lado…
Obrigado Puri pelo convite. Bem haja Alice, por me convenceres a calcorrear mais de 12 km e a ficar a ver o melhor de Madrid.
Obrigado a ambas pela companhia e partilha de momentos inolvidáveis.
Até à próxima…

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Cachorrinhos à moda do Porto….


Bem no coração da cidade invicta, o Snack-Bar Gazela, domina há 56 anos, a arte dos cachorrinhos, fazendo corar de inveja os originais, oriundos das terras do Tio Sam.

A fama desta casa na Batalha é tanta, que até mereceu a visita do já desaparecido chef Anthony Bourdain, aquando de uma das suas duas visitas ao Porto, inseridas no seu programa da CNN Parts Unknown.

Para que fiquem com uma pequena noção, num dia normal servem-se mais de 300 cachorrinhos naquele exíguo espaço, em que o balcão rapidamente se esgota.

O pão é fino e estaladiço, a salsicha e a linguiça são de grande qualidade, e o queijo é derretido para amparar os enchidos. No final, tudo é pincelado com manteiga e molho picante. A acompanhar, um ou dois finos bem frescos.

Se perguntarmos ao proprietário, senhor Américo Pinto, qual o segredo, ele dirá que o mesmo se encontra no molho e na forma como se trabalham o pão, salsicha e linguiça, matérias -primas que vêm da Salsicharia Leandro – a famosa casa do Mercado do Bolhão, ali tão perto.

Com o advento do turismo na cidade, a casa original na Batalha, ficou há muito pequena para os clientes habituais e os neófitos que se juntam ao balcão para degustar um cachorrinho à moda do Porto.

Por isso, muito recentemente, abriu uma nova Gazela, do outro lado da praça, capaz de dar guarida à imensa turba que procura este petisco tripeiro.

Visitar o Porto e não provar um cachorrinho da Gazela é como ir à invicta e não vislumbrar a Torre dos Clérigos…

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Alegria e convívio à volta do vinho e da boa mesa…

No planalto de Alijó, bem no centro desta vila do alto Douro vinhateiro, encontramos esta bela Pousada, reaberta em 2013, após obras de reabilitação que a tornam mais próxima do património vinhateiro da Região Demarcada do Douro.

O nome desta unidade hoteleira com 21 quartos, ganha um sentido muito especial, bem traduzido no “Mapa do Paíz Vinhateiro” que se encontra na entrada da Pousada e desenhado pelo próprio Barão de Forrester, uma das personagens mais importantes da história duriense, que classificava o Douro como um território onde imperava o misticismo.

Por iniciativa dos responsáveis da Pousada, em geral, e com o empenho e brio do Diretor Gilberto Rodrigues, iniciou-se em meados de 2018 um certame enogastronómico com periodicidade mensal, sempre na primeira sexta feira  de cada mês.

A feliz e pertinente ideia, consiste em convidar para cada um dos eventos um diferente produtor/enólogo, da região, para de forma convivial, informal mas didática nos dar a conhecer a essência e história dos seus vinhos.

Melhor ainda, foi a ideia de casar os néctares de cada um dos produtores com um prato típico da região, servido no restaurante O Barão, da mesma  Pousada, onde a cozinha irrepreensível da Chefe Fátima, nos alegrou a alma e o palato.

Esperamos ansiosamente que esta iniciativa lúdica e cultural, se mantenha durante 2019.

Bem hajam!!!

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Fim de ano em Lisboa

…como todos os caminhos levam ao Terreiro do Paço.

Por Paulo Oliveira

Sendo Lisboa, à semelhança de outras capitais europeias como Paris, Londres ou Berlim, a cidade que está na moda, não poderia deixar de brindar o novo ano que se avizinha, com um réveillon à medida da grande urbe que é e com vista privilegiada para o rio Tejo.

Para muitos em Lisboa o maior concerto do ano é na Passagem do Ano no Terreiro do Paço. A despeito de existirem bastantes concertos no último dia do ano, é no grande hall de entrada da cidade, o local eleito por dezenas de milhares de pessoas para ver o fogo de artifício e os concertos de passagem de ano.

Embora o fogo de artifício possa ser visto em toda a Baixa Pombalina, é na Praça do Comércio que os lisboetas e turistas se reúnem para beber champanhe, comer as passas e reunir a família não só para ver o espetáculo piromusical mas também para presenciar os melhores artistas nacionais que normalmente atuam na passagem do ano.

Ao longo da história são dezenas de artistas que já mostraram ao público em geral os melhores temas que passam na rádio e na televisão. Azeitonas, Pedro Abrunhosa, Richie Campbell, Ana Moura, entre muitos outros já passaram pelo Terreiro do Paço, onde as noites só terminam de manhã.

Se estiver por Lisboa logo mais, não deixe de dar um salto ao Terreiro do Paço. A nobre praça será uma espécie de discoteca a céu aberto. A noite está fresca mas sem chuva. Não se arrependerá….

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Convívio e alegria nas vindimas no Alto Douro Vinhateiro

Sendo o culminar de mais um árduo ano de trabalho, a época das vindimas é aquela altura em que proprietários e trabalhadores, assistem à materialização do fruto dos esforços despendidos após 365 dias de preocupação continua com condições atmosféricas e potenciais doenças das videiras. Mas, e apesar destas legítimas preocupações, há muito mais coisas a celebrar do que a temer, sendo a alegria, confraternização e convívio, as principais causas que juntam amigos e conhecidos nestas tão animadas jornadas.

Foi o que aconteceu em Setembro último em que a convite da Princesa do Douro – Puri Fernandes – lá rumei a Ribalonga e às propriedades do amigo Ilídio Monteiro para, juntamente com cerca de mais 100 animados convivas, darmos largas ao entusiasmo que é estar no terreno e glorificar e celebrizar, algo que é comum a todos os participantes – o vinho.

É interessante constatar como uma pequena aldeia como Ribalonga se anima com as festas das vindimas, em que turistas e locais, interagem num salutar convívio em que a língua deixa de ser uma barreira.

As estradas enchem-se de trabalhadores e as estradas, de carrinhas transportando trabalhadores e as uvas para os lagares. Não se pense que falamos de algo fácil. È bom lembrar que estamos no Douro, em terrenos com socalcos, em que as vinhas são percorridas por homens e mulheres que trabalham de sol a sol, recolhendo e transportando as uvas, numa verdadeira azáfama.

Momento solene e muito desejado é aquele, já no início da tarde, quando chega a tão merecida pausa para almoço e onde os convivas, entre brancos, tintos e rosés, já só pensam na lagarada em que dali a três quatro horas, todos – homens, mulheres e crianças – irão alegremente participar.

Tradição milenar, as lagaradas ou pisa das uvas, é ainda uma tradição junto de muitos dos produtores de vinho, aqui no Douro. Nelas, se consolidam os fortes laços de amizade conquistados horas atrás nas vindimas.

É igualmente gratificante, verificar o movimento acrescido á volta das adegas, lagares e unidades de agroturismo, e turismo rural. Impressionante constatar a avidez dos turistas que chegam, maravilhados, dos quatro cantos do Mundo, em comungar desta experiência.

Enfim, algo que deve fazer, nem que seja uma vez na vida.

Como diz o poeta: tudo vale a pena quando a alma não é pequena

 

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O DOURO e a indelével presença da natureza no seu estado mais puro….

Em viagem recente a Tabuaço e com o pretexto de irmos participar na apanha de laranjas, tangerinas e clementinas, rumámos à Quinta do Convento. Por sorte, tivemos por companhia, um dia soalheiro e com temperatura quase primaveril.

Situado entre a Régua e o Pinhão, a Quinta do Convento fica em Tabuaço, numa escarpa sobre o rio Távora.

O Convento de S. Pedro das Águias, situa-se na Quinta do Convento, integrado numa exploração agrícola privada. Este Convento veio a ser construído para substituir o antigo Mosteiro de S. Pedro das Águias, procurando, na altura, melhores condições de subsistência.

No “novo” mosteiro subsistem poucos vestígios arquitetónicos do edifício românico, construído no final do século XII e início do XIII, sendo que este mosteiro cisterciense sofreu muitas alterações em épocas subsequentes, mas conserva ainda alguns elementos da arquitetura do séc. XVII, particularmente o claustro e a sua igreja ampla.

A fachada da igreja de São Pedro é uma obra já barroca. Foi extinto em 1934 e em 1936 devastado por um incêndio. Foi recuperado, mantendo a traça e arquitetura original, e vale a pena visitar quer pela sua entrada e jardins, quer pela sua moderna e bem equipada adega, onde se produzem vinhos de grande qualidade, sob a batuta da enóloga Susete Melo.

Local de uma beleza estonteante com as suas vinhas e árvores de fruto, debruçadas sobre a escarpa que desce até ao rio Távora, faz-nos perceber que a pouco mais de hora e meia do Porto, podemos desfrutar de uma paz e tranquilidade, dignas de um paraíso, apenas interrompidas pelo chilrear de alguns pássaros que alegremente acrescentam melodias  que aliadas ao esplendor da paisagem, nos faz não querer voltar à grande urbe.

Por fim, e depois da alegre labuta da apanha de laranjas e afins, nada como rumar a Sendim, ali perto, para saciarmos o apetite que já nos tolhia o raciocínio. Foi o que fizemos no “Tarraxa”, casa típica de bem comer, superiormente comandada pelo senhor Adalberto, onde nos lambuzámos com as iguarias que iam saindo da grelha (e não só…).

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Recantos de Lisboa – Jardim do Torel e a Riviera portugues

Por Paulo Oliveira

Uma das mais belas ruas de Lisboa é a rua Júlio de Andrade – abastado banqueiro da burguesia lisboeta do século XIX.

Esta belíssima artéria, situada numa das colinas de Lisboa – Santana – liga o Campo Mártires da Pátria ao jardim do Torel.

Conhecida como a Riviera portuguesa, aqui se podem ver palacetes e moradias nobres de sonho. Um destes palacetes foi palco e cenário de filmes famosos como a Casa dos Espíritos.

Do alto deste Jardim-miradouro, junto do elevador do Lavra – o primeiro elevador da cidade – vislumbra-se uma magnifica panorâmica da Freguesia da Pena e da cidade de Lisboa.

Tem duas entradas, a principal pela Rua de Júlio de Andrade, perto do elevador do Lavra, e uma outra, mais abaixo, na Rua do Telhal.

Mais acima e para um momento de relaxe absoluto, podemos e devemos, fruir de uma das melhores vistas de Lisboa, na esplanada do Torel Palace – hotel de charme.

Daqui conseguimos vislumbrar o melhor de dois mundos: a agitação frenética da urbe e o sossego e placidez quase rural do local onde nos encontramos. Se o apetite for muito, podemos até saciá-lo no Cave 23.

São estes pequenos recantos que nos dão alento e sentido à vida.

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Viagem pela capital do Minho

Por Paulo Oliveira

Viagem pela capital do Minho, terra do Vinho Verde, com passagem pela cidade berço de Portugal – Guimarães.

* Saída do Porto rumo à cidade de Braga;

* Passeio pelas ruas históricas da cidade com visita a alguns dos seus mais emblemáticos monumentos – Sé Catedral;

* Degustação de Moscatel na Casa das Bananas;

* Visita ao Santuário do Bom Jesus;

* Almoço no restaurante O VICTOR em S. João de Rei ou ARCOENSE em Braga;

* Saída de Braga, rumo a Guimarães com passeio pela zona histórica da cidade, Castelo e Paço dos Duques;

* Regresso ao Porto.

 

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Aveiro – a Veneza de Portugal

Por Paulo Oliveira

Viagem a Aveiro – a Veneza de Portugal, com passeio e almoço na praia da Costa Nova.

* Saída do Porto rumo à cidade de Aveiro;

* Passeio de barco moliceiro pelos canais da ria;

* Possibilidade de degustação do doce típico da cidade – ovos-moles;

* Rumo à praia da Costa Nova, com seus típicos “palheiros” – casas com listas verticais ou horizontais intercaladas, antigos armazéns de materiais de pesca ou salga de sardinha, atualmente convertidos em residências balneares;

* Almoço em restaurante consagrado na Costa Nova;

* Regresso ao Porto, com passagem por Estarreja.

 

Paulo Oliveira

Tel: (+351) 939 700 780

Email: paulosoliveira@netcabo.pt

FB/Instagram: portugal.com.paulo

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