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COLESTEROL: DISTÚRBIOS, DIAGNÓSTICO E CONSEQUÊNCIAS

Por Estrella Assayag

O colesterol é uma das formas de gordura encontradas no nosso organismo, sendo precursor de hormônios como os estrogênios, a vitamina D e ácidos biliares. Parte do colesterol do nosso organismo é produzido pelo fígado, e cerca de 30% advém da alimentação. Para circular no sangue, ele se liga a proteínas que definem os tipos: LDL (colesterol ruim), HDL (colesterol bom) e VLDL. Outras formas de gorduras do nosso organismo são os ácidos graxos, triglicerídeos e fosfolipídios.

Apesar de não termos valores de normalidade diferentes entre homens e mulheres, existe oscilação dos níveis de colesterol ao longo da vida da mulher. Assim, durante a gestação são esperados níveis elevados de triglicerídeos e do VLDL, para oferecer maior quantidade de nutrientes para o feto e manutenção da placenta. A alimentação das gestantes deve conter mais peixes ricos em ômega 3 como salmão, atum e sardinha que contribuem para a manutenção dos níveis do bom colesterol.

Na menopausa, a diminuição da produção de estrogênio é acompanhada da redução do HDL e aumento de LDL e dos triglicerídeos, expondo a mulher ao risco de doença cardiovascular três a sete vezes maior do que na pré menopausa. Sem sintomas específicos, o diagnóstico depende da dosagem no sangue. Podem ocorrer, especialmente na forma familiar, placas amareladas na pele, nos tendões e nos olhos (xantomas) pelo depósito do colesterol.

A dosagem dos lipídios (gorduras) no sangue pode ser feita após jejum de 12 horas ou sem jejum, com valores de normalidade diferentes:

Colesterol total 190 com e sem jejum

LDL 130 com e sem jejum

HDL 40 com e sem jejum

Triglicerídeos 150 com jejum e 175 sem jejum

As causas do problema estão tanto em fatores hereditários como em uma dieta rica em gorduras, no sedentarismo e na diabetes. Por esse motivo, é primordial seguir uma dieta saudável, com baixa quantidade de gorduras saturadas e açúcares.

O colesterol alto gera consequências graves para o organismo, como a formação de placas de gorduras nas artérias (aterosclerose), pressão alta, infarto, derrame e doença circulatória das pernas.

Havendo o diagnóstico, são feitas recomendações sobre a alimentação, prática de exercícios, interrupção do tabagismo e outras mudanças no estilo de vida, além de, em alguns casos, ser necessário o uso de medicação.

Lembrando que o melhor remédio será sempre a prevenção, tente adotar estilo de vida mais equilibrado e consulte seu médico.

DRA LUCIANA SOUZA

*CARDIOLOGISTA . Rua Jardim  botânico  568/320 (RJ) 9671807819