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Ministério da Cultura e Instituto CCR apresentam Festival Domingos Clássicos

O Rio de Janeiro recebe desde setembro de 2018, o Festival Domingos Clássicos,  que reúne, na Sala Baden Powell – Casa da Bossa, em Copacabana, espetáculos de música clássica com intérpretes, artistas de diferentes orientações musicais e com diferentes organizações instrumentais e/ou vocais. O Festival, com a pianista Fernanda Chaves Canaud, é um espaço aberto para novos compositores contemporâneos, bem como para grupos de câmara nacionais e estrangeiros, orquestras, coros, minióperas e solistas da música de concerto, sempre com cunho didático e de formação de plateia para todas as idades. A iniciativa é apresentada pelo Ministério da Cultura e Instituto CCR, por meio da Lei Rouanet.

 

Os concertos semanais nas tardes de domingo têm como objetivo proporcionar uma experiência ímpar para o público, que nem sempre conta com possibilidade de acesso à música clássica tocada ao vivo. E a oportunidade de um contato estreito com os músicos.

 

No domingo dia 06, às 15h, a apresentação será de Daniela Spielmann Chorinhos, onde a saxofonista e flautista Daniela Spielmann, acompanhada do violão de Domingos Teixeira, apresenta clássicos do choro, com uma roupagem inovadora.  Envolve e encanta a plateia pela altíssima qualidade musical da apresentação.

Daniela Spielmann  –  Sax soprano, sax tenor e flauta: Dá pra contar nos dedos a quantidade de saxofonistas brasileiras em atividade. Daniela Spielmann é uma delas e nome obrigatório entre os craques do saxofone. Seus grandes trunfos são a força interpretativa somada à criatividade de suas composições e arranjos. Sua trajetória é longa e farta de projetos importantes. Em 2001, lançou seu primeiro CD solo – BRAZILIAN BREATH, trabalho que foi indicado ao Grammy Latino em 2002. Fez parte da banda “Altas Horas” do programa homônimo, comandado pelo apresentador Serginho Groisman, do ano 2000 a 2014, na TV Globo elaborando arranjos semanais de acordo com o repertório do programa. É integrante também do grupo Rabo de Lagartixa, duo Spielmann- Zagury, Mulheres em Pixinguinha, Choro na Rua  e Cordão do Boitatá. Já se apresentou com grandes nomes do cenário da MPB Instrumental como: Sivuca, Zé Menezes, Zé da Velha e Silvério Pontes, Anat Cohen, cantores como: Aurea Martins, Moyseis Marques, Zélia Duncan, entre outros.

Em 1998, lançou seu primeiro CD com o grupo Rabo de Lagartixa que foi indicado como melhor CD instrumental do ano pelo jornal O Globo. Em 1999, lançou o CD “MULHERES EM PIXINGUINHA”. Em 2001, lançou seu primeiro CD solo – “BRAZILIAN BREATH” com a direção musical do renomado violonista Romero Lubambo. Em 2002, lançou o CD “Sincronia Carioca” pelo selo Radio MEC com a direção musical do renomado Vitor Santos. Em 2004, lançou pela gravadora Biscoito Fino, o consagrado CD “CHOROS, POR QUE SAXES?” Excursionou para os EUA no mesmo ano. Realizou em 2005 três turnês internacionais: uma pela Europa com o grupo Trio Madeira Brasil para lançar o filme Brasileirinho em que participa ao lado de mestres como Paulo Moura e Zé da Velha e Silvério Pontes; pela América do Sul com o grupo Rabo de Lagartixa e como convidada para comemorar o Ano do Brasil na França. Em 2006, foi convidada pela Embaixada Chilena para apresentar seu show solo e um Workshop de música brasileira.

Em 2008, foi para Israel, Colômbia e Paraguai com seu grupo Rabo de Lagartixa. Em 2007, lançou o CD “Brasileirinhas” pelo selo Lumiar, em duo com a pianista Sheila Zagury. Em 2008, lançou o CD “Farra dos brinquedos” pelo selo SESC instrumental. Em 2009, lançou o CD “O papagaio do moleque – obras de Villa Lobos” – com seu grupo Rabo de Lagartixa. Este CD foi indicado ao para o Prêmio da Música 2010 como melhor grupo de música instrumental.

A partir de 2006 até 2010 gravou um box com 3 CDs sobre a obra do multi-instrumentista e consagrado Zé Menezes. Ao longo deste período, realizou diversas tournées de lançamento destes. Em 2012 gravou seu primeiro CD de canções “A vida vale a pena” em parceria com seu Tio Gerson Pomp em que todas as canções, arranjos e produção são de sua autoria com inúmeros intérpretes cantores como Aurea Martins, Moyseis Marques, Graça Cunha, Andrea Dutra e outros. Em 2013, foi contemplada no edital comemorativo aos cem anos de Luiz Gonzaga e gravou o CD “De onde vem o baião” com Marcello Gonçalves no violão de sete cordas. Em 2016 lançou o CD “Farra dos brinquedos”- infantil que foi indicado ao premio da música em 2017.

Daniela participa anualmente como solista convidada desde 1998 no Clube do Choro de Brasília e em vários festivais como líder, no Brasil e no mundo em países como: USA, Argentina, Chile, Colômbia, France, Suíça, Portugal, Israel, Paraguai. Em 2017 foi convidada a dar aulas no Choro Camp em PortTownsend – Seattle, junto ao trio brasileiro e Anat Cohen. Ao longo do período em que trabalhou na TV se apresentou com inúmeros artistas de variados estilos como, Sidney Magal, Fafá de Belém, Paula Lavigne, Elza Soares, Jota Quest entre outros. Em 2014 começa a integrar o grupo de palco do Cordão do Boitatá tendo se apresentado e contribuído com arranjos nos palcos carnavalescos nos shows de 8 horas de duração com artistas renomados, internacionais e nacionais de diversos estilos e gêneros, como Kezya Jones, Graça Cunha, João Donato, Pedro Miranda. Em 2016 se junta ao trompetista Silvério Pontes e iniciam uma parceria no projeto Gafierando e Choro na rua.

Daniela Spielmann começou a tocar saxofone aos 17 anos e sempre se interessou pela música brasileira. Sua performance foi influenciada pelos instrumentos de sopro mais usados no choro, como o clarinete e a flauta. Além de fortemente marcada pelo choro, sua música também incorpora o frevo, o maracatu, o samba, a bossa nova e o jazz. Fez curso de harmonia na escola de música Musiarte, no Rio, graduou-se em licenciatura em música na Uni-Rio. Teve aulas particulares com IdrissBoudrioua, Juarez Araújo, Eduardo Neves. Em 2008 concluiu a dissertação de mestrado: “A contribuição interpretativa de Paulo Moura para o samba-choro e a gafieira no Rio de Janeiro a partir da década de 70”, sobre a performance de Paulo Moura na UNI-Rio obtendo o título de mestre em Música. Concluiu seu doutorado em musicologia em 2017, sobre as Gafieiras no Rio de Janeiro, tese intitulada “Baile de Gafieira: repertórios em movimentos”, que recebeu menção de louvor.