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São Sebastião, o santo pop

Hoje é dia de São Sebastião, feriado no Rio de Janeiro. Nem todo santo ganha feriado na cidade, mas ele é considerado o padroeiro da cidade, desde a sua fundação em 1565. No começo do período colonial, Portugal teve que disputar essa área com a França. E na batalha final entre portugueses e franceses, em que ambos os lados contavam com tribos indígenas rivais como seus aliados, acredita-se que São Sebastião teria aparecido dos lados dos portugueses para  “dar aquela força”. Era 20 de janeiro, dia do santo.

Ao longo dos séculos de colonização, a mistura de religiões trouxe novos significados para o dia de São Sebastião, que pela Umbanda é visto como Oxossi, orixá das florestas e do meio natural. Metaforicamente, há quem o veja como a entidade da expansão dos limites e da busca pelo conhecimento.

O fato é que, pelo catolicismo ou umbanda, no Rio hoje é dia de festa, com muitas procissões e cultos ao santo e/ou orixá. Uma evidência desse sincretismo são os festejos de Folia de Reis, que acontecem no interior do estado do Rio de Janeiro mas também em algumas favelas, como Santa Marta, Mangueira e Rocinha.  Muitos grupos encerram hoje o período de festividades de natividade.

E para quem pensa que é só aqui, a homenagem ao santo acontece em várias cidades no Brasil, em Portugal, de onde veio a nossa influência, e em tantos outros países do mundo.

Por fim, é inegável a expressividade do santo nas artes. São Sebastião é uma imagem frequente, com muitos quadros espanhóis e italianos na Renascença reverenciando o santo flechado e a metáfora sobre a vida, a morte e a fé. Talvez sejam elementos que deram vida longa a sua influência nas artes até os dias de hoje, inclusive em temáticas LGBT. Uma coisa parece certa: São Sebastião segue vivo e celebrado por muitos.

 

Equipe Villarino

 

Imagem: Glauco Rodrigues

Glauco foi um pintor, desenhista e gravador brasileiro, reverenciado por seu conterrâneo gaúcho Luis Fernando Veríssimo