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Sementes e frutos da Natureza Escondida

O encerramento do evento Natureza escondida no Parque Natural Municipal da Prainha,  domingo passado, marcou três dias intensos, com muitas atividades interessantes e gratuitas, que foram cuidadosamente planejadas pelo projeto de arte, cultura e educação ambiental do Plante1semente, criado pela terapeuta Claudia Braune em 2014. Muitos parceiros, terapeutas, artistas e o público voltado para o turismo ecológico, esportes e vida saudável, estiveram reunidos,  mostrando a importância dos parques ambientais e reservas florestais. Podemos nestes três dias de evento, compartilhar pontos de vista e experiências profundas, de respeito e amor, simplicidade e inclusão. As unidades de conservação protegidas pela constituição, dependem de nós e de uma fiscalização adequada.

Então venho trazer meu sincero agradecimento a toda a equipe do parque e sua dedicação integral durante o evento, a todos os parceiros, todos os presentes como a atriz Beth Goulart, moradora da região do recreio, que na foto da artista visual Rosa Bernardes ilustra bem o sentimento de todos, que viveram esta experiência e agradeceram pela simples  oportunidade de estarem neste lugar lindo, dentro da floresta e ao som das ondas do mar. Entre algumas obras de arte a céu aberto e as vivências tão bem direcionadas por cada profissional convidado, podemos resumidamente concluir que: a visão integral da saúde nos leva a conhecer um organismo extremamente sensível, afetado constantemente pelas emoções diárias e com uma grande capacidade de adaptação. Mas será que podemos nos distanciar tanto do ritmo orgânico, morar em caixas de concreto e usar sapatos que isolam o nosso corpo do resto do meio ambiente? Quais as consequências? Pesquisas atuais mostram o que os nossos antepassados já sabiam: precisamos do contato com a terra, precisamos um fio terra, para carregar o nosso campo eletromagnético. A noite em casa carregamos os nossos celulares, mas e o nosso corpo? E a nossa bateria humana? Na conclusão deste belo encontro, as palavras do mestre de yoga Orlando Cani com 84 anos, do índio fulnio Xumaya Xya com 28 anos, do Tony Paixão terapeuta do Caminho Nativo, da Mirella Dias sócia da empresa Vivazen  e do Pierre Andre Martin especialista em paisagismo ecológico, foram as mesmas, nós estamos desconectados a maior parte do tempo. Sem energia renovada ficamos mais doentes, cheios de dores no corpo, vivendo conflitos desnecessários e estresse. Para uma recarga é necessário, respirar, relaxar, andar descalço e caminhar perto do mar ou da floresta. Fica este alerta e também sobre a pegada de carbono, na palestra da bióloga Mariana Alonso, vimos que os países menos desenvolvidos como a áfrica, são os que menos poluem o planeta. Seguir modelos mais sustentáveis é um sinal de desenvolvimento tecnológico e cultural a exemplo da Holanda, um país desenvolvido que vive de energia limpa e oferece educação de primeira qualidade.

A educação de um ser humano é o ponto mais sensível aqui, todos juntos podemos mudar a nossa educação. O despertar da consciência maior e dos valores sagrados nos faz ver o rio como nosso irmão, ver tudo como uma extensão da nossa individualidade. Menos é mais na Natureza Escondida.

Propomos um encontro mensal no Parque, um dia de atividades do projeto plante1semente, com praticas para ajudar na saúde e no bem estar, sob responsabilidade da  coordenadora do projeto, fisioterapeuta e Coach, Claudia Braune.