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Ser a ovelha negra da família não é fácil

Ser a ovelha negra da família não é fácil. Ela quebra o equilíbrio do grupo e é o “bode expiatório” sobre o qual se projetam todas as culpas. Agora, se você se sente identificado com esta situação, faça-se a seguinte pergunta: Você gostaria de fazer parte desse rebanho onde todas as ovelhas são brancas? Todos fazem parte de grupos sociais: famílias, amigos, contextos profissionais… Assim, de alguma forma, quase sempre existe uma norma implícita: o pertencimento implica ter que emitir os mesmos julgamentos, ter os mesmos valores. De fato, a coincidência costuma ser encarada como um indicativo de coesão. A ovelha negra não é má, nem bruta, nem pretensiosa. Ela é apenas diferente, alguém que aprendeu a se esquivar das pedras, a pensar de outra forma e que sempre soube qual sentido seguir, não como o rebanho de ovelhas brancas, pessoa etiquetada como má ou diferente do resto dos membros de uma família, assume na pele a própria metáfora de uma atmosfera prejudicial e disfuncional. Não obstante, o restante dos familiares se encontra em uma situação confortável porque se sentem isentos de toda responsabilidade: existe um status quo onde cada um tem o seu papel. Em muitos casos ser a ovelha negra pode ser um privilégio. Agora, para chegar a esta conclusão é preciso se desfazer de muitas camadas.

 

By: Estrella Assayag