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Sustentabilidade e terapia orgânica

O ecoturismo vem crescendo oito (8) por cento ao ano, em relação a outras áreas do turismo global no Brasil o crescimento chega a trinta (30) por cento ao ano. Também chamado de turismo ambiental ou turismo sustentável é uma atividade que envolve práticas esportivas como as trilhas dentro da floresta ou o arvorismo; que oferece alguns recursos como cordas e redes, ligando uma árvore a outra para as pessoas se aventurarem, se equilibrarem e fazerem um circuito aéreo. Integrando diversão, lazer, caminhadas, aventura, educação ambiental e sustentabilidade, o eco turismo também tem um alcance psicológico, como podemos observar ao longo de toda história da humanidade. Ao subir uma montanha, por exemplo, temos que  superar certos bloqueios, medos, testar a nossa resistência física, a segurança, como avaliar tudo isso e chegar ao topo da montanha, de onde a visão do horizonte torna tudo maior, diferente e nos proporciona uma forte emoção, tanto de vitória, quanto de humildade, diante de toda essa grandeza. Depois, ao descer a montanha, o desafio continua: no nosso equilíbrio, a nossa ansiedade e os riscos, que devem ser avaliados a todo instante, pedindo nossa presença ou atenção plena para o corpo.

A convivência com o meio ambiente natural, a ecologia humana, as terapias orgânicas como a yoga e as artes marciais, se unem cada vez mais, em toda a parte, nos centros urbanos,  para nos salvar de uma vida artificial, cheia de concreto armado, longe do fogo, da terra nua, dos rios que correm para o mar. Conheci e venho fazendo parcerias com o grupo de turismo ecológico  “Mais Trilhas Por Favor”, com o Pedro Arthur, recém graduado na UFRJ, que leva diariamente vários grupos a uma experiência de caminhadas, subidas e descidas para avistar a cidade maravilhosa de pontos altos, também praticando a consciência de cuidar da natureza, respeitar as espécies da fauna e da flora, conhecer de perto a maior biodiversidade do mundo. O meu projeto “ Plante 1 Semente” junto a esses parceiros, entende que é preciso praticar mais e mais a convivência com a natureza, entrar no ritmo orgânico para sair do ritmo tecnológico, artificial, cuidar da nossa saúde e da nossa capacidade de reconhecer o mundo a nossa volta, capacidade de sobrevivência real,  por onde andar, onde pisar e se ver uma cobra saber que estamos na casa dela e deixar em paz os seres da floresta. Saber lutar sim e se defender, mas deixar, que todos tenham esse mesmo direito. Reconhecer as coisas, que são importantes para a sobrevivência – comida, água, abrigo – fora das lojas de conveniência ou perderemos a nossa capacidade vital de sobrevivência .

Imagine agora como seria se ao subir a montanha, a vista lá no topo, fosse de  um deserto sem árvores, sem água, sem vida?As cidades de concreto podem crescer indefinidamente? Ou podemos criar uma forma de crescimento sustentável? Casas e até mesmo prédios mais baixos, mais orgânicos, investir na bioconstrução e em  áreas urbanizadas com paisagismo ecológico, que reaproveita a água da chuva e tantos outros recursos disponíveis em faculdades excelentes. Esse Brasil da maior biodiversidade do mundo precisa de todos nós. Cada um de nós reaprendendo a caminhar e conhecer a floresta!