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Tom Jobim, Dona Ivone Lara e outros ícones do Brasil ganham nova roupagem na voz de Alexandra Jackson

Com a participação da cantora norte-americana Alexandra Jackson, Legacy & Alchemy conquista Brasil, Estados Unidos e o mundo com uma fusão de musicalidades

“Ao prestarmos homenagem, estamos forjando um caminho adiante”, explica Robert Hebert, a força motriz por trás de um esforço de três anos para chegar ao resultado de um projeto em que a música brasileira e americana se encontram.

Ao contemplar os grandes nomes dos dois países e traçando as histórias compartilhadas, “Alexandra Jackson: Legacy & Alchemy” transforma a complexidade esquecida da música popular há décadas em um álbum de estreia contemporâneo para a nova cantora internacional Alexandra Jackson.

A artista pode ser nova para a cena, mas ela está nos ombros de gigantes, muitos dos quais fazem uma aparição no álbum.

O projeto pode se orgulhar ao dizer que possui a última gravação da formidável Dona Ivone Lara, que nos deixou no início de abril.

“É difícil exagerar seu legado, com toda a sua tenacidade e criatividade. Ela foi inovadora”, explica Hebert.

Sua contribuição ao samba é homenageada em “Sonho Meu” e “Força de Imaginação”, que também apresentam uma das estrelas em ascensão do samba, Pretinho da Serrinha, além de Alexandra.

Essas faixas conquistaram elogios e entusiasmo no Brasil, que sabe da importância de suas canções para a herança musical.

“A importância de Dona Ivone Lara e o respeito que estamos pagando por seu legado conquistaram muita atenção da mídia brasileira. Parece um grande elogio ao projeto ”, diz Hebert.

Legacy & Alchemy: um álbum onde Brasil e Estados Unidos “conversam”

 O lado americano da equação alquímica é igualmente impressionante.

Al Jarreau se juntou ao projeto dando unidade ao entendimento mútuo, enquanto “All One”, composta por Oscar e Lorraine Castro-Neves já chegou ao posto de 17ª canção mais ouvida da Billboard.

Sendo assim, também marca história, pois foi sua última gravação em estúdio.

“Al sempre abordou todas as músicas exigindo a perfeição de todos os envolvidos, do letrista às suas próprias tomadas”, diz Hebert.

Diversos músicos em um único objetivo

Essa paixão é comprovada em sua performance final, que presta homenagem tanto à arte de Jarreau, quanto ao seu status de estrela no Brasil.

Outros ícones se cruzam em Legacy & Alchemy, de formas que apontam para os laços atuais entre Jazz, Soul americano e Samba brasileiro, Bossa Nova e outros estilos.

Miles Davis estava em fase de produção com Ivan Lins quando também nos deixou. Por isso, Lins é um dos principais contribuintes do álbum, como uma homenagem tardia a Miles, se juntando ao “Corcovado” que reproduz uma gravação de Miles dos anos 60.

Logicamente, é enriquecida com a voz distinta de Antonio Carlos Jobim de uma gravação de décadas atrás, assim com os vocais distintivos de Ivan Lins e Alexandra Jackson, mantendo o alinhamento do Português ao Inglês.

Esses artistas são acompanhados por uma orquestra brasileira e uma seção rítmica do “Hall of Fame”, ambos sob a orientação do brilhante Larry Williams.

Juntos, eles magicamente trazem tudo para o dia presente.

Os co-produtores de álbuns Hebert e Williams juntam forças em uma composição de obra de Carlinhos Brown: “Veleiros Negros”, que Alexandra canta acompanhada pelos melhores músicos brasileiros e norte-americanos.

São eles Paulo Calasans, Teo Lima, Arthur Maia, João Castilho, André Siqueira e o vocalista americano Curtis King.

O ícone Carlinhos Brown é apresentado em outra música do álbum, mas ofereceu uma composição visionária ao projeto, em que Williams e os músicos mestres reúnem a África, o Brasil, o Jazz e o Blues americanos de forma sinérgica.

Por fim, a cantora é o fio que liga a complexa tapeçaria. Alexandra dominou a elegância das letras do Português brasileiro e habitou a esperança das músicas em Inglês.

Sua voz dá suporte aos mais experientes do projeto, sabendo brilhar nos momentos certos e dando espaço para todos.

“Há um enorme caldeirão de música no mundo hoje e eu quero convidar as pessoas a mergulharem nele”, instiga a cantora.

E finaliza: “Quando Jazz, Blues e Soul se fundem ao Samba e Bossa Nova e vice-versa, essa mistura só fica mais rica”.